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Guia de Limeira
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O nome de Limeira
O nome de nossa cidade originou-se do tradicional episódio do Rancho de Limeira. Estas terras eram os sertões do Tatuhiby, banhadas pelo ribeirão Tatu e Tatuhiby (tatu-pequeno), cujo ponto culminante era o morro Azul.
Tatuiby foi o primeiro nome do povoado. O distrito, a freguesia e a capela curada era de N. Sra das Dores de Tatuhiby, mas o nome popular era Limeira.
Oficialmente usava-se a denominação Tatuhiby, como podemos ver nos ofícios assinados pelo Senador Vergueiro, o Alferes Franco e outros, que dizem: "...para informar sobre as divisas das novas freguesias de Tatuhiby ou Limeira e Rio Claro...", e terminavam com a frase: "Tatuhiby, 21 de março de 1832"
O nome de Limeira não teve uma data definida de oficialização. Começou em documentos oficiais a partir de 1831, logo passou a freguesia, abandonando aos poucos a denominação Tatuhiby.
O Comércio de Limeira em 1884
Havia 72 estabelecimentos comerciais, sendo 7 deles de proprietários de origem germânica, a maioria derivada de colonos de Ibicaba e de São Jerônimo. Muitos comerciantes eram portugueses, imigrantes para a lavoura e, outros, trabalhadores do prolongamento dos Trilhos Paulistas, que aplicaram as suas economias em casas comerciais. Eram poucos os italianos, cuja imigração apenas começara. O comercio constava de lojas de fazendas, ferragens, louças e miudezas.
O Inicio da Industrialização
Em meados do Sec XIX teve início a industrialização em Limeira, nas oficinas da Fazenda Ibicaba onde se fabricava carroças, arados e outros instrumentos agrícolas, para uso próprio e para demais fazendas da região.
Após a proclamação da República, a Constituição de 1891 estabelecia que os estados brasileiros poderiam decretar impostos sobre a exportação de mercadorias de sua própria produção. Desta forma, os lucros das exportações do café ficaram em São Paulo, tornando-o o estado mais rico do país.
Em Limeira, a existência da ferrovia, a boa localização geográfica próxima a Capital, o acúmulo de dinheiro pelos cafeicultores, a mão de obra imigrante, a instalação do serviço telefônico em 1981 e de iluminação em 1901 propiciaram o desenvolvimento industrial.
A primeira grande indústria de nossa cidade foi a de chapéus, instalada por Agostinho Prada, no quintal de sua residência, em 1906. Mais tarde expandiu-se para local próprio, próximo à estação ferroviária. Esta indústria tornou-se a Cia Prada Industria e Comercio.
No mesmo local, próximo à estação, em 1912, a firma Levy & Irmãos instalou sua Fábrica de Fósforos Radium, que posteriormente passou a fabricar pregos e caixarias.
A indústria de maior importância para Limeira foi a industria mecânica Machina São Paulo, fundada em 1914 pelo Dr. Trajano de Barros Camargo, produzia máquinas para beneficiamento de café e outras máquinas para o setor cafeeiro.
Durante muito tempo, várias empresas se estabeleceram próximo à estação ferroviária ou ao longo da ferrovia, como a Industria de Máquinas D'Andrea e a Cia União de Refinadores de Açúcar, instalada em 1954 no local da antiga fábrica de fósforos.
De 1920 a 1940, são instaladas em Limeira novas fábricas de máquinas de beneficiar cereais, de implementos agrícolas, de sandálias, chapéus e alimentícias como: Café Kühl, Ribeiro Parada S/A, Machina Zaccarias, Indústria Lucato e Camilo Ferrari S/A.
Na década de 40, a expansão da citricultura favoreceu a criação de indústrias, que procuravam novas formas de aproveitamento da laranja, produzindo suco, óleo, vinho de laranja, como: Citrobrasil, Bebidas Caldas Ltda. Desenvolveram-se também indústrias de papel e papelão, química, de móveis, de metalurgia e de jóias.
Ao longo da Via Anhanguera foram instaladas indústrias como a Freios Vargas S/A, a Organização Industrial Centenário, a Méritos Brasil - Divisão LVS(antiga Fumagali S/A), a Invicta Máquinas para Madeira Ltda e a Citropectina. A rodovia Limeira-Piracicaba também atraiu a instalação de indústrias. No mesmo período houve concentração de indústrias de papel e papelão na periferia da cidade, na proximidade do Ribeirão Tatu, como a Ripasa S/A Celulose e Papel.
A perda de terras roxas boas para agricultura, com a emancipação de Cordeirópolis (1948) e de Iracemápolis (1953), condicionou e estimulou a economia limeirense para o desenvolvimento industrial. Uma nova expansão da citricultura permitiu a instalação de outras indústrias de sucos e derivados de laranja como: Frulan, denominada depois Sucolanja e Avante, hoje Citrosuco.
Na década de 70, foram instaladas as indústrias: Pappenmier, Papirus, Pittler, Hebenstreit Sollich e Ajinomoto Interamericana Ind. Com. Ltda.
Atualmente, Limeira possui cerca de 1.000 industrias e diversidade de ramos: metalurgica, mecânica, alimentícia, jóia, papel e papelão. Porém, muitas das primeiras indústrias não existem mais, pois foram fechadas ou incorporadas por grandes grupos multinacionais
*Dados retirados do Livro da Gazeta de Limeira  |
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